O escritor peruano Mario Vargas Llosa acha que a literatura criada “diretamente para os tablets” pagará o mesmo preço que a televisão: cairá na “banalização e na frivolidade”.

“É um receio e oxalá que não se cumpra”, declarou quarta-feira Vargas Llosa na sua intervenção  no ciclo “El libro como universo”,  que a Biblioteca Nacional da Espanha organizou para comemorar seu terceiro centenário, celebrado neste ano.

São conhecidos os temores do mais recente prémio Nobel da Literatura face ao aparecimento de novos meios de produção e acesso à cultura. Deste clube  de inspiração ludista fazem parte,  além de Llosa, nomes como Umberto Eco e Jonathan Franzen. Curiosamente, literatura é a única área cultural onde a tecnologia é vista, por alguns dos seus mais eméritos representantes, apenas como uma ameaça e não como uma oportunidade.

Via El Universal

Imagem: Wikimedia

 

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