O escritor peruano Mario Vargas Llosa acha que a literatura criada “diretamente para os tablets” pagará o mesmo preço que a televisão: cairá na “banalização e na frivolidade”.
“É um receio e oxalá que não se cumpra”, declarou quarta-feira Vargas Llosa na sua intervenção no ciclo “El libro como universo”, que a Biblioteca Nacional da Espanha organizou para comemorar seu terceiro centenário, celebrado neste ano.
São conhecidos os temores do mais recente prémio Nobel da Literatura face ao aparecimento de novos meios de produção e acesso à cultura. Deste clube de inspiração ludista fazem parte, além de Llosa, nomes como Umberto Eco e Jonathan Franzen. Curiosamente, literatura é a única área cultural onde a tecnologia é vista, por alguns dos seus mais eméritos representantes, apenas como uma ameaça e não como uma oportunidade.
Via El Universal
Imagem: Wikimedia

Mai 11, 2012 @ 14:35:42
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Curiosamente, ninguém se queixa da banalização dos livros a propósito das edições de bolso…
Jan 04, 2013 @ 00:36:21
Nada está perdido se a alma não é pequena. E mente também. Ler sempre é atraente não importa a forma com isso se faça. Pois com o passar do tempo a leitura mudará então temos que mudar com ela para preserva-la. O tempo é impiedoso com aqueles não se curvam com o vento. Vamos ser flexíveis para não quebrar!
Jan 04, 2013 @ 09:40:07
Concordo em absoluto, Raquel. Já se ouviam vozes com esse tom, quando, no século XIX, os jornais começaram a publicar romances em folhetins…