O Actualidad Editorial acaba de publicar uma interessante tabela que compara o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) aplicado aos livros impressos e aos ebooks em diferentes países do mundo. Na mesma pode constatar-se que à exceção já referida da França e do Luxemburgo, a generalidade dos países da União Europeia aplica uma taxa diferenciada aos livros quer se trate de versões em papel ou versões digitais, sendo que a estas últimas é aplicada a taxa máxima (um caso à parte é a Dinamarca, que aplica a taxa máxima tanto a uns como outros).

Já fora da UE, a situação é bastante diferente, com a inexistência de qualquer taxa tanto nos EUA como no Brasil, e uma taxa única de 10% na Rússia.

Na Europa, as diferenças nas taxas aplicadas podem chegar ao 20 pontos percentuais, no caso da Grã-Bretanha, o que encarece sobremaneira o preço final do ebook.

Apesar das boas intenções da UE em relação ao digital, esta diferenciação acaba por ser uma desvantagem competitiva para a Europa numa época de internacionalização dos mercados e é urgente pôr-lhe fim (obviamente aplicando aos ebooks a mesma taxa dos livros em papel, e não o inverso).

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