No dia 5 de outubro, será publicada uma versão light da obra mais conhecida Umberto Eco, a fim de a tornar mais acessível às novas tecnologias e aos novos leitores. Eco irá aligeirar certas passagens e refrescar a linguagem de O Nome da Rosa (originalmente publicado em 1980), com o objetivo de levar a obra àqueles que apenas a conhecem pela leitura de curtas passagens na internet e que terão dificuldade com a densidade do texto original.

Esta é uma decisão surpreendente, sobretudo vinda da parte daquela que é uma das vozes mais críticas da progressiva digitalização do livro.  Evidentemente, não faltará o habitual coro de lamentos por esta cedência do conteúdo à forma e a rendição à suposta (mas apenas aparente) incapacidade dos leitores digitais de assimilarem conteúdos complexos, mas a verdade é que prefiro leitores a lerem uma versão simplificada (e simplificada pelo próprio autor!) de uma obra do que não haver leitores de todo…

Via ABC