Segundo os dados da associação Book Industry Study Group (BISG), que agrupa a diferentes setores do mercado editorial dos Estados Unidos, a venda de ebooks já representa 15% do mercado, uma subida de 50% relativamente ao ano de 2010, quando a venda de conteúdos digitais para dispositivos electrónicas se cifrava apenas nos 10%.
De acordo com Len Vlahos, diretor executivo do BISG, citado hoje pelo jornal El País, esta subida foi maior do que o esperado, deixando editores e livreiros «muito impressionados  pela velocidade com que estão a acorrer estas transformações».
Inicialmente pensava-se que os leitores mais ávidos, aqueles que lêem um livro por semana, não se deixariam convencer por esta modalidade de leitura. Contudo, de acordo um estudo recente da BISG, 25% destes leitores já se mudaram para a plataforma digital e «75% destes têm uma opinião muito favorável», assegura Vlahos.

Outros dados interessantes deste estudo da BISG revelam que, nos EUA, o leitor médio de livros em formato digital é uma mulher entre os 30 e os 44 anos que vive num bairro residencial. O seu dispositivo favorito é o Kindle (53%), seguido do Nook (15%). Os géneros mais vendidos são as novidades de ficção, as novelas românticas, a ficção científica e sobretudo os best-sellers: «Qualquer romance de Stephen King ou John Grisham está acima da média em número de downloads. Podemos falar de entre 30% e 50%», afirma Vlahos. Ao contrário do inicialmente esperado, os livros académicos ainda não penetraram em força neste mercado, talvez porque muitos professores universitários ainda olhem com desconfiança para os suportes digitais.
É muito provável que o mercado do livro eletrónico continue a crescer a este ritmo exponencial nos próximos anos: na última feira de Frankfurt as previsões mais conservadoras apontavam para que, em 2020, 50% do mercado mundial do livro será digital.