A enorme quantidade de informação disponível on-line multiplicou as oportunidades de plágio numa geração de alunos que alguns designam de «copy/paste». De acordo com um relatório (pdf) hoje publicado pela ferramenta de deteção de plágio TurnItIn, as duas principais fontes usadas pelos alunos no plágio dos seus trabalhos são a Wikipedia e oYahoo Answers, seguidas de longe por serviços como Answers.com, Slideshare, eNotes, Oppapers.com e Scribd.

O mesmo estudo mostra algumas diferenças entre os alunos do ensino não superior e os universitários: enquanto os primeiros têm uma larga preferência pelos sítios de partilha social, nos segundos essa preferência não é tão manifesta, rivalizando com os sítios especializados em plágio de trabalhos escolares.

Os dados deste relatório baseiam-se nos números obtidos com o software da TurnItIn’s: cerca de 128 milhões de ocorrências de plágio em 33 milhões de trabalhos submetidos a análise no último ano.

Combater o problema do plagiarismo nas escolas passa pela promoção de uma maior atitude cívica no respeito pela propriedade intelectual, pela punição severa dos casos detetados e sobretudo por uma reformulação dos trabalhos pedidos aos alunos, que privilegie mais as capacidades criativas do que a capacidade de reprodução do saber. E também pela adoção de ferramentas de deteção de plágio, onde além da TurnItIn, temos Plagiarism Checker, Article Checker, Plagiarism Detect, DOC Cop, CopyScape ou a gratuita Copionic.