O site brasileiro Revolução Ebook tem publicado nos últimos dias uma série de artigos sobre a pirataria de ebooks no Brasil, um problema cuja dimensão é muito superior à de Portugal. Contudo, lá como cá, parece haver uma certa tolerância social à violação dos direitos de autor, encarando-se  hipocritamente a disponibilização ilegal de conteúdo quase como um crime aceitável por se estar a «prestar um serviço» à cultura e aos cidadãos.
Conferir aqui (Os 5 eBooks Nacionais Mais Pirateados em Dezembro de 2011), aqui (Piratas Financiam Cópias iIlegais Com Doações de Leitores), aqui (“Não prejudicamos a indústria do livro”, dizem sites de download)  e sobretudo aqui (Ganhar Com o Dinheiro Dos Outros é Muito Fácil…).

Há muito que defendo a inclusão, no currículo escolar, de atividades de defesa dos direitos de autor, a fim de se conseguir os progressos que se conseguiram, por exemplo, com a educação ambiental em termos de consciência ecológica. Hoje quase todos os jovens percebem a importância da separação do lixo, da reciclagem e da redução de resíduos, e muitos praticam-nas numa manifestação de cidadania que a minha geração ignorava; contudo, a esmagadora maioria desses mesmos jovens acha muito natural «sacar da net» ilegalmente (quase sempre sem consciência dessa ilegalidade) os filmes, a música e, adivinha-se, a breve prazo também os ebooks…