O jornal Washington Post, assinala, num extenso artigo, o  papel importante que as bibliotecas podem desempenham face ao crescente sucesso dos ebooks.

Requisitar ebooks sem sair de casa — de forma tão fácil como se compra: um clique e já está — deve tornar-se o principal segmento de crescimento nas bibliotecas públicas. A procura por este novo serviço tem sido tanta, sobretudo nos EUA, onde a maioria das bibliotecas tem empréstimo de ebooks, que existem longas lista de espera pelos títulos mais requisitados, sobretudo bestsellers, como se pode ver por este gráfico, disponibilizado pelo jornal.

Todavia, nem tudo é um mar de rosas. Para além do tempo de espera que afeta os leitores (e que poderá potenciar a pirataria, como bem assinala o artigo), as bibliotecas têm de fazer face ao investimento necessário para satisfazer a procura (tanto em ebooks como em estrutura tecnológica), e isto numa época de orçamentos limitados, e estão sujeitas aos caprichos da indústria editorial: são conhecidas a posição da HarperCollins, que limitou o empréstimo dos seus ebooks a 26 vezes, e a ainda mais drástica opção da Penguin.