Um artigo de ontem no jornal norte-americano The New York Times alerta para o facto de os tablets terem demasiados fatores distratativos que competem e prejudicam a leitura «séria», entendida esta como a leitura de um livro. “O tablet é como uma tentação”, diz James McQuivey, analista da Forrester Reseach que dirigiu a pesquisa. “Ele está sempre a dizer-nos ‘você poderia estar no YouTube agora’. Ou manda alertas constantes que invadem o ecrã, avisando que recebemos um e-mail. O ato de ler em si compete com isso.”

Bem, suponho que este analista, quando se senta com o seu livro de papel ou com o seu dispositivo monotarefa e-reader, imediatamente desliga o smartphone, esconde o comando da televisão e atira para os lixo os jornais da manhã, não vá a tentação do multimédia ser demasiado forte.

Porque será que estas análises «científicas» parecem sempre feitas por alguém que acha que ler é algo que se faz quando não há mais nada para fazer?

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