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Se isto fosse um post no Facebook, perduraria mais tempo na sua memória que o trecho de um livro ou um rosto. Esta é a surpreendente conclusão de um estudo da Universidade da Califórnia, San Diego e da Universidade de Warwick, publicado no Springer journal Memory & Cognition.

Intitulado «Major Memory for Microblogs», o estudo demonstrou que as atualizações de estado no Facebook foram uma vez e meia mais lembradas do que trechos de livros e duas vezes e meia mais do que rostos: uma diferença comparável à que existe entre amnésicos e pessoas com uma memória saudável. E não se tratou apenas de atualizações de estado de amigos do Facebook, mas também de cerca de 200 posts anónimos. Além disso, foram removidos todos os traços de comunicação digital informal (como emoticons, exclamações, pontos, etc.) para verificar se esses elementos facilitavam a memorização.

De acordo com os investigadores, uma explicação para este facto residirá numa espécie de pré-disposição do cérebro em guardar elementos de comunicação digital. A linguagem informal do Facebook está mais próxima do registo informal da comunicação oral, com o qual o nosso cérebro humano está familiarizado há muito mais tempo (a linguagem escrita formal é recente em termos de história da humanidade), sendo por isso mais fácil de assimilar e de recordar pelo cérebro.