small__3321595771A pirataria de ebooks é um dos principais problemas que a indústria editorial enfrenta na sua transição para o digital. Sistemas como o DRM estão longe de cumprir eficazmente o seu papel e são cada vez mais postos em causa tantos pelos leitores, como pelos editores e autores.

Michael Kozlowski anunciou esta semana que a nova arma da indústria editorial americana (onde ebooks representam já praticamente um quarto da faturação total) contra a pirataria de ebooks  poderá ser o malware (palavra proveniente do inglês “malicious software” e que designa um software que, de forma ilícita, se infiltra num sistema de computador alheio, com o intuito de causar algum dano ou roubar de informações).

De acordo com um relatório da Commission on the Theft of American Intellectual Property, citado por Kozlowski, os ebooks adquiridos  virão “equipados”  com malware que deteta quando o livro é pirateado, desencadeando a partir daí uma série de ações que podem incluir impossibilitar o acesso ao ficheiro do ebook ou bloquear o acesso ao computador ou dispositivo de leitura, apresentando simultaneamente instruções sobre como contactar as forças da lei para obter uma chave de desbloqueio. O mesmo relatório avança que esta prática é legal, pelo menos nos EUA, e não viola qualquer lei de utilização da Internet.

Será este o novo DRM para publicações digitais? Os consumidores estarão dispostos a adquirir um produto com software capaz de danificar o seu sistema? E quanto tempo demorará a disponibilização na rede de “vacinas” para este tipo de malware?
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