avaliacao

O  I Congresso de Leitura Digital (CLD), que decorreu no Centro Cultural Cadaval, em Sintra, no final da semana passada, terminou com um balanço francamente positivo. Duzentos e setenta e dois profissionais estiveram presentes em Sintra para conhecer e discutir o impacto que o digital está a ter nos hábitos e formas de leitura e os desafios que a leitura digital representa para leitores, mediadores da leitura, autores e editores.

No Congresso foi distribuído um pequeno inquérito de avaliação, anónimo, que foi devolvido preenchido por 169 congressistas. A análise dos dados dos inquéritos confirmam o sucesso do evento, com um grau de satisfação de exatamente 100%, sendo que 76% estão mesmo muito satisfeitos com a organização do Congresso.

Relativamente aos conteúdos do CLD, e de forma global, três quartros dos congressistas consideraram a qualidade muito boa (40%) ou excelente (35%), sendo que apenas 4% a considerou suficiente e nenhuma das 169 respostas avaliou os conteúdos como insuficientes.

Quanto aos workshops, na sua generalidade, foram considerados muito bons (64%) ou excelentes (22%) por 86% dos inquiridos, isto apesar de alguns workshops terem sido afetados por problemas de ordem técnica, nomeadamente devido à fraca qualidade do acesso wireless.

Os momentos culturais foram igualmente muito apreciados, com destaque para atuação do quarteto de cordas Opus 4, que foi considerado excelente por mais de metade dos congressistas.

Quanto aos meios e logística do I CLD, globalmente, 100% dos congressistas estão satisfeitos, sendo que 76% estão mesmo muito satisfeitos (não se verificou nenhuma situação de insatisfeito ou muito insatisfeito). Da análise de cada um dos itens, destaca-se, pela positiva, o apoio e secretariado (81% muito satisfeitos), as instalações (80% muito satisfeitos) e a divulgação (73% muito satisfeitos). O item menos positivo diz respeito ao equipamento informático e audiovisual, com 8% de insatisfação, e que reflete sobretudo os problemas técnicos (lentidão e quebra de ligação) no acesso à internet durante a realização dos workshops. Mesmo assim, 70% dos participantes considerou-se satisfeito com estes itens e 20% mesmo muito satisfeitos. Contudo, esta deverá ser uma questão a rever em próximas edições do congresso.

A última parte do inquérito dizia respeito ao(s) tema(s) que os congressistas gostariam de ver incluídos no próximo Congresso de Leitura Digital, em forma de resposta aberta. Apenas 40% dos congressistas que responderam ao inquérito apresentaram sugestões nesta questão.
Muitas respostas sugeriram a continuação/aprofundamento dos mesmos temas numa próxima edição do congresso. Outros temas recorrentes foram os recursos digitais para alunos com NEE, os benefícios dos jogos digitais para a aprendizagem e os desafios do hipertexto. Foram ainda sugeridos temas como o design de recursos, o contributo da neurociência para a leitura digital, a leitura digital nas bibliotecas públicas, recursos digitais para aprendizagem de línguas estrangeiras e de português como língua não materna, recursos digitais para a educação pré-escolar, ferramentas web 2.0, aprendizagem ao longo da vida, audiobooks e workshops com e-readers.
Muitos pediram ainda um alargamento dos workshops e a possibilidade de frequentarem mais de um workshop. Foi ainda sugerida inclusão de alunos nos testemunhos de práticas nas escolas.