Vargas Llosa: “Escrever para os tablets banalizará a literatura”

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O escritor peruano Mario Vargas Llosa acha que a literatura criada “diretamente para os tablets” pagará o mesmo preço que a televisão: cairá na “banalização e na frivolidade”.

“É um receio e oxalá que não se cumpra”, declarou quarta-feira Vargas Llosa na sua intervenção  no ciclo “El libro como universo”,  que a Biblioteca Nacional da Espanha organizou para comemorar seu terceiro centenário, celebrado neste ano.

São conhecidos os temores do mais recente prémio Nobel da Literatura face ao aparecimento de novos meios de produção e acesso à cultura. Deste clube  de inspiração ludista fazem parte,  além de Llosa, nomes como Umberto Eco e Jonathan Franzen. Curiosamente, literatura é a única área cultural onde a tecnologia é vista, por alguns dos seus mais eméritos representantes, apenas como uma ameaça e não como uma oportunidade.

Via El Universal

Imagem: Wikimedia

 

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Ebook gratuito – Sonetos completos de Antero de Quental

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Para comemorar o 170.º aniversário do nascimento de Antero de Quental nada melhor do que ler a sua obra, neste caso a sua poesia. Sonetos completos é uma «coletânea de sonetos à qual Antero se referiu como “autobiografia de um pensamento” e “memórias de uma consciência” (“Carta autobiográfica dirigida ao Professor Wilhelm Storck”), traduzindo num percurso poético a evolução do indivíduo de um pessimismo metafísico (“O palácio da ventura”, “Nox”, “No turbilhão”, “Lacrimae rerum”, “A Germano Meireles”, a série “Elogio da morte”), marcado pelas doutrinas filosóficas de Hartmann e Schopenhauer, para um misticismo libertador (“À Virgem Santíssima”, “Transcendentalismo”, “Na mão de Deus”, “Salmo”), sustentado pelo hegelianismo: a ideia, que, para Hegel, é imanente à evolução do mundo, converte-se, na obra de Antero, no mistério divino. A expressão lírica do amor ideal (“Sonho oriental”, “Ideal”, “Idílio”) explica-se pela conceção do amor como essência metafísica da existência, possibilidade de realizar a perfeição (“Mors-Amor”, “Solemnia Verba”).
O volume inclui composições já constantes das recolhas Odes Modernas (1865) e primaveras Românticas (1872).»
(Sonetos Completos. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-04-18].
Disponível na www: .)
Disponível para Kindle e outros formatos.

 

Google homenageia Antero de Quental com um doodle

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Comemora-se hoje o 170.º aniversário do nascimento de Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18 de abril de 1842 — Ponta Delgada, 11 de setembro de 1891), um dos escritores e poetas portugueses mais importantes do século XIX. A Google homenageia hoje o autor português com um belíssimo doodle que inclui a seguinte citação do poeta: A Poesia é a confissão sincera do pensamento mais íntimo de uma idade»

Conto escrito por SMS candidato a prémio literário

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Com o sugestivo título de Two Bad Thumbs, um conto escrito por Will Cohu faz parte da short list de 20 candidatos ao prémio Sunday Times EFG Private Bank Short Story Award 2012, que tem como prémio para o vencedor a quantia de 30 000 libras. Os resultados serão conhecidos a 30 de março.

Two Bad Thumbs conta a história de um caso amoroso através das mensagens enviadas por SMS pelos seus protagonistas e, para além do seu eventual valor literário, tem o mérito de chamar a atenção para novas formas de leitura e de escrita que começam a emergir dos novos meios de acesso à informação.

Via Correio da Manhã

photo credit: Gilderic Photography via photopin cc

Blanco – Aplicação gratuita para iPad de um poema de Octavio Paz

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O poema Blanco, da autoria do prémio Nobel da literatura Octavio Paz, é um exemplo de como as novas tecnologias abrem novos caminhos à literatura, neste caso a poesia.

A conceção da aplicação partiu de uma ideia original do próprio poeta, como «uma sucessão de signos sobre una página única; à medida que avança la leitura, a página desdobra-se: um espaço que no seu movimento deixa aparecer o texto e que, de certo modo, o produz».

A aplicação, distribuída gratuitamente, inclui a edição facsimilada do texto, com notas manuscritas do poeta mexicano, correspondência, dedicatórias, anotações e correções que dão conta do processo de criação do poema. Apresenta também um exercício pictórico realizado pelo artista Adja Yunkers a partir da obra.

Por outro lado, o poema pode ser lido integralmente ou acompanhando a leitura do próprio Octavio Paz, Eduardo Lizalde e Guillermo Sheridan, de forma linear ou de forma separada, dado que algumas partes foram concebidas pelo autor como poemas independentes.

A aplicação inclui ainda um fragmento de uma sinfonia inédita escrita pelo compositor norte-americano Richard Cornell, versões traduzidas do poema em inglês e português (a cargo de Eliot Weinberger e Haroldo de Campos respetivamente), comentários em vídeo com entrevistas a críticos literários e fragmentos de homenagem ao poeta por ocasião do seu 81.º aniversário. A seleção do material esteve a cargo de Enrico Mario Santí, especialista na obra do autor de O labirinto da solidão.

Mapa mundial de duração dos direitos de autor

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O site Public Domain Day produziu este curioso mapa que mostra a duração dos direitos de autor nos diferentes países, e onde podemos constatar que a lei portuguesa (70 anos após a morte do autor) segue a norma vigente em praticamente toda a Europa e América do Sul.

Clicar na imagem para aumentar

 
Via Julio Alonso Arevalo (Facebook)

Autora espanhola abandona a escrita como protesto contra a pirataria

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O jornal inglês The Guardian noticia na sua edição online a intenção da romancista espanhola Lucía Etxebarria (Prémio Planeta em 2004) de abandonar a escrita como forma de protesto contra a pirataria de que as suas obras são alvo. Na sua página do Facebook, a autora afirma que há mais exemplares da sua obra pirateados do que vendidos, e face à inépcia das autoridades, Lucía Etxebarria optou por abandonar a escrita e procurar outra profissão.

Quando em Outubro publicou o seu último romance, El contenido del silencio, Etxebarria e a sua editora optaram por publicá-lo apenas em papel e não em ebook, para dificultar a pirataria, mas mesmo assim, de acordo com o The Guardian, é fácil encontrar na Internet cópias ilegais do livro em formato PDF, enquanto as vendas da edição de papel foram decepcionantes.
Espanha ocupa o terceiro lugar do mundo, logo após China e Rússia, em termos de downloads ilegais.

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