Computadores não melhoram resultados dos alunos, diz OCDE

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ocdeInvestir maciçamente na aquisição de computadores para as salas de aula não contribui para melhorar significativamente os resultados dos alunos, diz um estudo da OCDE publicado esta semana.

O estudo, intitulado Students, Computers and Learning: Making the Connection, analisa o impacto da tecnologia nos resultados obtidos em testes internacionais, como o PISA, em mais de 70 países, e chega a algumas conclusões interessantes:

    • Os alunos que usam computadores com muita frequência na escola obtêm resultados piores.
    • Os alunos que usam computadores moderadamente na escola, como uma ou duas vezes por semana, têm “resultados de aprendizagem um pouco melhores” do que os alunos que usam computadores raramente.
    • Os resultados mostram que “há melhorias consideráveis ​​” em leitura, matemática ou ciências nos países que investiram maciçamente em tecnologia da informação.
    • Sistemas educativos que atingiram níveis elevados nos testes internacionais, como Coreia do Sul e Xangai na China, têm níveis mais baixos de uso de computadores na escola.
    • Singapura, com apenas um uso moderado da tecnologia na escola, é superior nas competências digitais.

Para Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE, “uma das evidências mais dececionantes do relatório é que o fosso sócio-económico entre os alunos não é reduzido pela tecnologia, sendo talvez até ampliado”. Contudo, Schleicher acrescenta que as conclusões do relatório não devem ser usadas como uma “desculpa ” para não usar a tecnologia, mas como um estímulo para encontrar uma abordagem mais eficaz da utilização da tecnologia na sala de aula.

De acordo com o estudo, Portugal, com um computador para cada 3,7 alunos, é o país da OCDE onde mais alunos têm acesso a computadores nas escolas, mas nem por isso os alunos se destacam nos testes quando comparados com outros países com menos oferta. Nos testes do PISA, por exemplo,  no que diz respeito à leitura digital, os portugueses tiveram piores resultados do que seria de esperar.

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Adolescentes e ecrãs [infográfico]

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Cidadania na era digital [infográfico]

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Via http://www.iste.org

Os alunos e as tecnologias da informação [estudo]

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educause

O ECAR (EDUCAUSE Center for Analysis and Research) publicou no final da semana passada o seu estudo “Study of Undergraduate Students and Information Technology, 2014″ (PDF, 50 pp), no qual colaboraram 213 instituições e 75 306 alunos.

Estas foram algumas das principais conclusões do estudo da EDUCAUSE:

  • A tecnologia está incorporada na vida dos alunos, e os alunos estão geralmente inclinados a usar e ter atitudes favoráveis ​​em relação a tecnologia. No entanto, a tecnologia só tem uma influência moderada no envolvimento ativo dos alunos em cursos específicos ou no estabelecimento de ligações com outros alunos e professores.
  • A utilização educativa da tecnologia por parte dos alunos é generalizada, mas não profunda. Eles estão particularmente interessados ​​em expandir o uso de algumas tecnologias específicas.
  • Muitos alunos usam dispositivos móveis para fins educativos. A sua utilização na sala de aula é mais provável quando os professores incentivam essa utilização; no entanto, tanto professores como alunos estão preocupados com o seu potencial de distração.
  • São cada vez mais os alunos que já experimentaram um ambiente de aprendizagem digital. A maioria diz que aprende melhor com uma combinação de trabalho online e presencial (blended learning).
  • A maioria dos alunos concorda com o uso institucional dos seus dados para aconselhamento sobre o progresso académico em cursos e programas. Muitas das funções analíticas que os alunos procuram já existem nos modernos LMS.

O estudos de 20132012 estão igualmente disponíveis.

Infográfico com os principais resultados do estudo:

Porto Editora disponibiliza gratuitamente versões digitais dos manuais escolares

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snewsO ano letivo que hoje se inicia traz algumas novidades relativamente aos manuais escolares digitais. Os alunos que comprarem os manuais escolares do Grupo Porto Editora vão ter acesso gratuito, a partir da próxima segunda-feira, às respetivas versões digitais, medainte uma chave de acesso à escola virtual que acompanha o manual em papel.

Os manuais digitais foram desenvolvidos para se adaptarem a uma utilização quer no computador quer em tablets e disponibilizam algumas funcionalidades extra relativamente à versão em papel, nomedamente uma ferramenta de pesquisa, recusrsos multimédia e a possibilidade de o aluno criar destaques classificados por nível de importância, adicionar notas às páginas associando textos ou links, ou fazer zoom.

Com um investimento superior a dois milhões de euros, este projeto do Grupo Porto Editora começou a ser desenvolvido há um ano e prolongar-se-á por três anos letivos, envolvendo uma equipa multidisciplinar de duas centenas de profissionais.

O futuro da tecnologia na educação

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Um mapa visual sobre as tendências atuais e futuras da tecnologia na educação, da autoria de Michell Zappa e de especialistas em aprendizagem do TFE Research (clicar para aumentar).envisioning_the_future_of_education

SMS não prejudica a ortografia dos adolescentes

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medium_2979124681De acordo com um estudo recente divulgado ontem pelo Centre National de la Recherche Scientifique francês, as populares SMS não têm influência no nível de ortografia dos jovens.

Durante muito tempo, temeu-se que o tipo de ortografia utilizada pelos adolescentes nas curtas mensagens curtas que trocam entre si nos telemóveis, com inúmeras abreviaturas e poucas preocupações com a correção ortográfica e sintática, acabasse por prejudicar a sua forma de escrita em ambientes mais formais, nomeadamente na escola.

Este estudo agora divulgado, realizado por investigadores do Centre de Recherche sur la Cognition et l’Apprentissage (CNRS/Université de Poitiers/Université François-Rabelais Tours) e que analisou 4524 SMS produzidos durante um ano por 19 jovens adolescentes franceses, de 12 anos, veio demonstrar que é o nível ortográfico de cada criança que determina a forma das mensagens que envia, e não o contrário.

Ao fim de um ano, os investigadores concluíram que não existe «qualquer ligação entre o nível de ortografia tradicional e as SMS enviadas», exceto o facto de que aqueles que adaptam mais a sua escrita ao tipo de linguagem usada nos dispositivos móveis são os que têm um nível mais elevado de ortografia tradicional. Assim, conclui o estudo, as SMS não são uma ameaça para o nível de ortografia da escola, mas sim uma boa e suplementar oportunidade de treinar a escrita.

 photo credit: lanier67 via photopin cc

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