Ebooks ainda procuram espaço entre nós

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Artigo do Jornal de Leiria (clicar na imagem para aumentar) sobre o panorama atual dos ebooks em Portugal, para o qual dei uma entrevista no contexto da conferência «Ebooks: uma outra forma de estudar no ensino superior».

A versão pdf do jornal pode ser lida aqui:

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Feira do Livro de Lisboa abre hoje ao público sem estratégia digital

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flA Feira do Livro de Lisboa abre hoje as suas portas no parque Eduardo VII, com um vasto programa de atividades, no qual, mais uma vez, o digital não faz parte das preocupações dos organizadores. Depois de algumas tímidas iniciativas na feira de há dois anos, adivinhava-se que os ebooks ganhassem progressivamente alguma relevância naquela que é a principal montra do livro em Portugal. Mas não tem sido assim. O próprio vice-presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Pedro Pereira da Silva, afirma que «Os livros digitais têm ainda um mercado muito, muito reduzido. Há muita gente a aderir. Mas não tanto que faça uma diferença relativamente ao livro físico [em papel]».

A verdade é que o mercado se faz com a oferta de produtos, e em Portugal o panorama é desolador: várias editoras com um catálogo vastíssimo e sem um único título em formato digital, títulos recentes com versões apenas em papel, apesar de a editora disponibilizar também ebooks, pdf de fraca qualidade quase ao preço dos exemplares físicos, ausência de estratégias de promoção do ebook, etc.

A Feira do Livro poderia ser o local de eleição para ajudar a modificar este statu quo, com iniciativas muitos simples e pouco dispendiosas, de que aqui deixo graciosamente alguns exemplos: disponibilizar nos stands códigos QR para aquisição em ebook dos livros em destaque, oferecer vales de desconto na aquisição de ebooks a quem adquirisse um determinado conjunto de livros, um tablet ou e-reader em cada stand para demonstração, disponibilizar, na página da feira, o ebook do dia, organizar no auditório sessões com especialistas na área, etc.

É claro que quem precisa mesmo de um determinado ebook, há, para lá das fronteiras físicas, excelentes lojas online onde se encontra de tudo. Mas essa opção é consequência e não causa do tal «mercado muito, muito reduzido».

Imagem: Flickr

Programa “Nativos Digitais” debate ebooks

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nativosdigitais

O magazine de educação para os média Nativos Digitais,da RTP 2, dedica a sua emissão de hoje aos ebooks, com o tema Ebooks – O que está a mudar com a maior invenção nos livros desde Gutenberg. A não perder hoje ao princípio da noite, cerca das 19h45, na RTP 2.

Robert Darnton – O Futuro do Livro [vídeo]

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Robert Darnton, diretor da biblioteca de Harvard, fala sobre o futuro do livro num mundo que observa a massificação da internet e a popularização dos leitores electrónicos.

 

Vargas Llosa: “Escrever para os tablets banalizará a literatura”

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O escritor peruano Mario Vargas Llosa acha que a literatura criada “diretamente para os tablets” pagará o mesmo preço que a televisão: cairá na “banalização e na frivolidade”.

“É um receio e oxalá que não se cumpra”, declarou quarta-feira Vargas Llosa na sua intervenção  no ciclo “El libro como universo”,  que a Biblioteca Nacional da Espanha organizou para comemorar seu terceiro centenário, celebrado neste ano.

São conhecidos os temores do mais recente prémio Nobel da Literatura face ao aparecimento de novos meios de produção e acesso à cultura. Deste clube  de inspiração ludista fazem parte,  além de Llosa, nomes como Umberto Eco e Jonathan Franzen. Curiosamente, literatura é a única área cultural onde a tecnologia é vista, por alguns dos seus mais eméritos representantes, apenas como uma ameaça e não como uma oportunidade.

Via El Universal

Imagem: Wikimedia

 

5 falsos mitos acerca de ebooks

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Dianna Dilworth, no site site eBookNewser, desmistifica cinco dos preconceitos mais comuns em relação aos ebooks, a saber:

1. Os ebooks não cheiram nem se sentem tão bem como os livros;

2. Os ebooks são caros;

3. Os ebooks não podem ser emprestados;

4. Os ebooks não podem ser requisitados na biblioteca;

5. Os e-readers são difíceis de usar.

É claro que em Portugal há ainda um longo caminho a trilhar para desmistificar o enunciado n.º 4 (ao contrário do que acontece nos EUA, onde mais de 70% das bibliotecas emprestam ebooks), mas os primeiros passos já foram dados.

photo credit: TheCreativePenn via photopin cc

Para Jonathan Franzen a literatura é feita de papel

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O autor norte-americano Jonathan Franzen (autor, entre outros, de Liberdade e Correcções) foi hoje notícia pela sua crítica mordaz aos ebooks, em declarações no festival Hay em Cartagena, Colômbia. Em sua opinião, os ebooks estão a prejudicar a sociedade e a corroer os valores da civilização.
Esta argumentação faz lembrar alguns clérigos renascentistas, saudosos do Scriptorium, que viam na máquina de caracteres móveis de Gutenberg a encarnação do Anticristo.
As reações às palavras do escritor chegaram das mais variadas latitudes, mas o mais curioso é que Frazen, nascido em 1959, poderá ainda viver tempo suficiente para ver esgotar-se o púbico do seu suporte de eleição, e se as suas palavras, proferidas hoje na Colômbia, chegaram a todo mundo não foi decerto graças aos méritos do papel…

Imagem: Wikimedia

“Daqui a dez anos apenas leremos em tablets”

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Entrevista interessante de Mike McCue, criador do Flipboard, hoje no jornal espanhol El País, onde afirma que num futuro breve «comprar um jornal ou uma revista em papel será visto como uma experiência retro, quase um luxo». McCue acrescenta que os «”media” não desaparecerão, apenas mudará o modelo de distribuição», e certamente sabe do que fala, pois o Flipboard, aplicação gratuita para iPad e iPhone com mais de 5 milhões de utilizadores, inaugurou uma nova era neste modelo de distribuição, reinventando o RSS e oferecendo aos utilizadores uma nova forma de ler notícias e as histórias que circulam nas redes sociais.

A pirataria de ebooks no Brasil

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O site brasileiro Revolução Ebook tem publicado nos últimos dias uma série de artigos sobre a pirataria de ebooks no Brasil, um problema cuja dimensão é muito superior à de Portugal. Contudo, lá como cá, parece haver uma certa tolerância social à violação dos direitos de autor, encarando-se  hipocritamente a disponibilização ilegal de conteúdo quase como um crime aceitável por se estar a «prestar um serviço» à cultura e aos cidadãos.
Conferir aqui (Os 5 eBooks Nacionais Mais Pirateados em Dezembro de 2011), aqui (Piratas Financiam Cópias iIlegais Com Doações de Leitores), aqui (“Não prejudicamos a indústria do livro”, dizem sites de download)  e sobretudo aqui (Ganhar Com o Dinheiro Dos Outros é Muito Fácil…).

Há muito que defendo a inclusão, no currículo escolar, de atividades de defesa dos direitos de autor, a fim de se conseguir os progressos que se conseguiram, por exemplo, com a educação ambiental em termos de consciência ecológica. Hoje quase todos os jovens percebem a importância da separação do lixo, da reciclagem e da redução de resíduos, e muitos praticam-nas numa manifestação de cidadania que a minha geração ignorava; contudo, a esmagadora maioria desses mesmos jovens acha muito natural «sacar da net» ilegalmente (quase sempre sem consciência dessa ilegalidade) os filmes, a música e, adivinha-se, a breve prazo também os ebooks…

Porque é que se vendem mais e-readers do que ebooks [Espanha]

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Foi uma notícia que surpreendeu a blogosfera no final do ano passado. Em Espanha, em 2011, as vendas de e-readers totalizaram 280 000 unidades, mas os seus proprietários apenas compraram 190 000 ebooks. David González, em La Información, apresenta hoje 3 motivos para esse fenómeno:

  1. Muitos e-readers foram oferta, sobretudo na época de Natal
  2. Muitos e-readers vêm já equipados com uma biblioteca da clássicos de domínio público
  3. Grande parte das lojas de ebooks não contabiliza a não-ficção nas suas vendas, e «“80% das vendas de conteúdo digital para e-readers costuma ser subscrições de conteúdo digital jurídico».

Para ler aqui.

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