SMS não prejudica a ortografia dos adolescentes

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medium_2979124681De acordo com um estudo recente divulgado ontem pelo Centre National de la Recherche Scientifique francês, as populares SMS não têm influência no nível de ortografia dos jovens.

Durante muito tempo, temeu-se que o tipo de ortografia utilizada pelos adolescentes nas curtas mensagens curtas que trocam entre si nos telemóveis, com inúmeras abreviaturas e poucas preocupações com a correção ortográfica e sintática, acabasse por prejudicar a sua forma de escrita em ambientes mais formais, nomeadamente na escola.

Este estudo agora divulgado, realizado por investigadores do Centre de Recherche sur la Cognition et l’Apprentissage (CNRS/Université de Poitiers/Université François-Rabelais Tours) e que analisou 4524 SMS produzidos durante um ano por 19 jovens adolescentes franceses, de 12 anos, veio demonstrar que é o nível ortográfico de cada criança que determina a forma das mensagens que envia, e não o contrário.

Ao fim de um ano, os investigadores concluíram que não existe «qualquer ligação entre o nível de ortografia tradicional e as SMS enviadas», exceto o facto de que aqueles que adaptam mais a sua escrita ao tipo de linguagem usada nos dispositivos móveis são os que têm um nível mais elevado de ortografia tradicional. Assim, conclui o estudo, as SMS não são uma ameaça para o nível de ortografia da escola, mas sim uma boa e suplementar oportunidade de treinar a escrita.

 photo credit: lanier67 via photopin cc

Quase um terço dos ingleses já lê ebooks

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inqUm inquérito sobre hábitos de leitura realizado em Inglaterra pelo DJS Research for Booktrust [PDF] revela que 29% dos britânicos já adoptou os ebooks e 11% leem-nos mesmo diariamente.

O inquérito revela outros dados interessantes, como a persistência da clivagem económico/social em termos de hábitos de leitura e a importância da família na criação desse hábito. Demonstra também que um crescente número de inquiridos (45%) afirma preferir ver televisão e filmes do que ler.

Via The Guardian

 

A leitura digital em Portugal

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fotografiaFoi hoje apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) o estudo sobre Leitura Digital realizado pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) e encomendado pela FCG.

Este estudo, que se iniciou em 2011, faz parte de um estudo mais vasto que incluiu 16 países do mundo (Inglaterra, Brasil, Espanha, Alemanha, França, Índia, Canadá, China, África do Sul, Rússia, EUA, Itália, Turquia, México, Austrália e Portugal.)
Relativamente a Portugal, os resultados são os que já se esperavam: a leitura digital ainda é muito incipiente: apenas 10% dos inquiridos portugueses disseram ter lido mais de oito livros em formato digital ao longo do último ano, quando a amostra global do inquérito se situou nos 30%.
A nível internacional, o dado mais surpreendente é o facto de em países como o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul haver mais leitores que já leram um livro em formato digital (79%) do que na Europa (43%) ou nos Estados Unidos (56%). Na China, essa percentagem é de 88%.
Mais informações, aqui, aqui e aqui .

O mercado global de ebooks [relatório]

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reportAcaba de ser publicado um relatório (pdf, 116 pp.) que faz uma exaustiva análise do mercado global de ebooks, desde os países onde o mercado é mais dinâmico, como os EUA e a GB, até aos novos mercados emergentes, como a China e o Brasil. Apresenta dados de vários países europeus, entre os quais não se encontra Portugal.

Um dos aspectos mais interessantes do relatório é o crescimento dos serviços de assinatura de ebooks, como a Nubico em Espanha, a Scoobe na Alemanha, a Youboox em França e a Oyster nos EUA.

Via GoodEreader

A importância das bibliotecas [apresentação]

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Uma apresentação da Research Center’s Internet & American Life Project que resume as conclusões sobre o seu mais recente estudo sobre bibliotecas.

Quase metade dos americanos são leitores digitais

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Uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa Pew  revelou que 43% dos americanos são leitores digitais, tendo lido no ano passado um ebook, uma revista ou um jornal em formato digital. O suporte preferido continua a ser o computador (42%), seguido dos smartphones (29%), e dos tablets (23%).

Um em cada cinco entrevistados (21%) leram pelo menos um ebook em 2011, e, em geral, estes leem mais livros (média de 24 no último ano) do que os leitores analógicos (média de 15). Outro dado interessante do estudo é que 88% dos leitores de ebooks afirmaram que continuam a ler versões impressas.

As qualidades mais apreciadas nos ebooks são a facilidade de compra, a diversidade de títulos e a leitura em viagem, enquanto para ler às crianças e para partilhar ganha vantagem o formato impresso.

photo credit: Jorge Quinteros via photopin cc

E-readers motivam rapazes para a leitura [estudo]

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Um estudo envolvendo 199 jovens do ensino básico do estado norte-americano do Texas, conduzido pela  Southern Methodist University, chegou à conclusão de que, depois de dois meses de utilização de e-readers (Kindle), se registou um aumento considerável  do valor dado à leitura por parte dos rapazes. Curiosamente, este efeito da tecnologia apenas é evidente no caso dos rapazes, sendo que as raparigas parecem preferir os livros tradicionais.

Para a realização do estudo os investigadores forneceram Kindles com ebooks  a 199 alunos de uma escola urbana do Texas. O e-reader foi utilizado para leitura silenciosa por períodos entre os 15 e os 30 minutos durante dos dois meses de duração do estudo. Entre as obras disponibilizadas contaram-se clássicos como O Feiticeiro de Oz e Beleza Negra, e também histórias de fantasmas e de terror, tendo estas reunido as preferências dos alunos.

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