O impacto dos ebooks na motivação e nas competências de leitura de crianças e jovens

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medium_6660135637O National Literacy Trust do Reino Unido e a RM Books estão a investigar o impacto dos ebooks na motivação para leitura e nas competências leitoras das crianças e jovens de 100 escolas do Reino Unido. Os resultados deste estudo serão conhecidos apenas daqui a um ano, em outubro de 2015. Entretanto, foi disponibilizado um estudo exploratório de revisão de literatura – The Impact of ebooks on the Reading Motivation and Reading Skills of Children and Young People, – que faz uma síntese de diferentes estudos publicados nos últimos anos sobre o impacto das tecnologias na leitura.
Algumas das principais conclusões do National Literacy Trust:

  • Quase todas (97%) as crianças disseram que tinham acesso a dispositivos electrónicos, como computadores, tablets, telefones e e-readers, e quase todas ( 97%) tinham acesso à internet em casa.
  • As crianças inquiridas são propensas a dizer que leem mais no ecrã do que no papel fora da escola:
    68,7 % afirmam que leem num computador, telemóvel ou tablet, em comparação com 61,8% de leitura de formatos impresso (por exemplo, um livro, revista ou jornal).
  • Mais de metade (52,4%) prefer ler em dispositivos electrónicos, em comparação com apenas menos de um terço (32%) que disseram preferir ler em papel.
  • A proporção de crianças que já tinha lido um ebook subiu de 25% para 46% entre 2010 e 2012 .
  • A proporção de pessoas que sentiram que ebooks teria um efeito positivo sobre a sua motivação para a leitura aumentou de 33% para 49% em relação ao mesmo período.
photo credit: flickingerbrad via photopin cc
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Os ebooks são piores para as crianças que os livros em papel?

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leripadNum interessante artigo publicado no Digital Book World, Beth Bacon analisa os resultados do estudo Children’s on-screen reading overtakes reading in print que o National Literacy Trust  do Reino Unido publicou no mês passado, e onde se faz a seguinte afirmação:

«Pela primeira vez as crianças estão a ler mais em computadores e noutros dispositivos eletrónicos do que a ler livros, revistas, jornais e banda desenhada. Isto é potencialmente prejudicial para os níveis de leitura das crianças, pois as que leem diariamente em ecrã são menos propensas a ser bons leitores que aquelas que leem livros impressos.»

Bacon desmonta a relação direta que o estudo estabelece entre o tipo de suporte usado e as capacidades leitoras, afirmando que a única coisa que fica provada é que crianças que são boas leitoras leem tudo, desde pacotes de cereais a jornais abandonados nas mesas dos cafés, e tanto digital como impresso, e toda esta leitura torna-as leitoras mais proficientes. Mas isto não prova que os ebooks conduzem a  níveis inferiores de leitura. O facto de os leitores que estão acima da média lerem mais livros impressos que os que se encontram abaixo da média não significa que os os livros digitais contribuam para menores níveis de leitura.

Concordo com a autora do artigo. Num estudo realizado no âmbito do projeto «Sintra e-conteúdos», junto de 200 crianças dos 9 aos 14 anos, que tiveram contacto semanal com leitura de ebooks ao longo do letivo 2011/12, e que já aqui citámos, demonstrou-se que os bons leitores (que leem todos os dias ou quase todos os dias) continuam a preferir os formatos impressos, mas os não-leitores (crianças que raramente ou nunca leem) passaram a ler mais com os suportes digitais. Isto é, os ebooks poderão criar leitores e melhorar os níveis de leitura em crianças que de outro modo continuariam não-leitoras.

Assim, o que é essencial é oferecer às crianças livros em suportes diversificados (papel, e-readers, tablets, smartphones….) e diferentes tipos de leitura (livros e ebooks tradicionais, multimédia, interativos, livros-jogo) e criar contextos de leitura ricos e adaptados aos interesses das crianças e à forma preferencial como consomem informação.

Mais de metade dos alunos afirma que leria mais se tivesse um tablet

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Esta é outra das conclusões do estudo sobre leitura digital realizado numa escola portuguesa do concelho de Sintra (distrito de Lisboa), envolvendo 203 alunos do 5.º ao 8.º ano e 10 professores de Língua Portuguesa.

O estudo envolveu a utilização de 15 tablets (iPad) equipados com 27 ebooks de literatura infanto-juvenil (leitura recreativa e informativa), jogos educativos  e aplicações de produtividade (texto, imagem, apresentações).

Os iPads foram utilizados em ambiente de sala, para atividades de leitura (predominantemente), mas também na pesquisa, organização e produção de informação, ao longo do 3.º período deste ano letivo.

Os resultados preliminares deste estudo vão ser apresentados na próxima segunda-feira na Universidade de Verão Santillana, evento que decorre no ISCTE entre os dias 9 e 11 de julho e que tem como tema «A leitura: mudança e sucesso educativo no século XXI».

Alunos portugueses acham mais fácil ler no iPad do que em papel

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Quase três quartos dos alunos do 2.º e 3.º ciclos consideram mais fácil a leitura no iPad do que a de livros em papel. Esta é mais uma das conclusões do estudo a que já fizemos referência envolvendo 203 alunos do 5.º ao 8.º ano e 10 professores de Língua Portuguesa de uma escola EB 23 do concelho de Sintra (distrito de Lisboa).

Para 26% dos alunos não há diferença entre ler em papel e ler num iPad, e uma minoria de 2% acha mais difícil a leitura num tablet.

A preferência pela leitura em iPad é mais acentuada nos leitores tipo C  (alunos  que não gostam de ler e/ou raramente leem) do que nos bons (A) e médios (B) leitores, como se pode ver pelo gráfico seguinte:

Alunos portugueses preferem ebooks multimédia

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Esta é uma das principais conclusões de um estudo envolvendo 203 alunos do 5.º ao 8.º ano e 10 professores de Língua Portuguesa que durante este ano letivo utilizaram ebooks nas atividades de leitura orientada em sala de aula no âmbito do Plano Nacional de Leitura, mediante iPads.

Esta premissa é válida tanto para os alunos que gostam de ler e leem todos os dias ou quase todos os dias (42% dos inquiridos) – leitores tipo A – como para os que não gostam de ler e raramente leem (10% dos inquiridos) – leitores tipo C, mas muito mais evidente para este último grupo, como podemos ver pelo gráfico 2:

Os resultados preliminares deste estudo serão apresentados no dia 9 de julho na Universidade de Verão Santillana, evento que decorre no ISCTE entre os dias 9 e 11 de julho e que tem como tema «A leitura: mudança e sucesso educativo no século XXI».

Durante as próximas semanas, serão divulgados aqui no Ler Ebooks outras das mais importantes conclusões deste estudo, realizado no âmbito do projeto Sintra e-conteúdos e que será publicado em setembro.

As mudanças nos hábitos de leitura [infográfico]

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Um infográfico da Live Science sobre o impacto dos e-readers e ebooks nos hábitos de leitura:

Quem tem um e-reader compra e lê mais livros

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Esta é a mais importante conclusão de um inquérito feito pela Harris Interactive a 2183 adultos norte-americanos entre 11 e 18 de julho deste ano.

Cerca de 16% dos americanos leem entre 11 e 20 livros por ano, e 20% leem 21 ou mais livros anualmente; contudo, junto dos possuidores de e-readers estas percentagens são consideravelmente maiores; 32% leem entre 11 e 20 ebooks por ano e 27% leem, em média, 21 ou mais ebooks por cada 12 meses.

E também compram mais: enquanto apenas 10% dos americanos compram entre 11 e 20 livros por ano e 9% compram mais de 21 livros, no caso dos leitores digitais essas percentagens são, em ambos os casos, de 17%.

São já  15% os americanos que hoje  possuem um dispositivos de leitura eletrónica, quase o dobro de há um ano (8%). Por outro lado, outros 15% planeiam comprar um e-reader nos próximos seis meses.

É claro que se pode argumentar que os possuidores de e-readers são naturalmente melhores leitores e por isso compram mais livros, mas o argumento inverso é igualmente válido. Já há muito tempo que se fala do efeito «hype»  dos e-readers  (e dos tablets) e do regresso ao papel depois de se esgotar a novidade da tecnologia. Mas no mercado americano a novidade há muito o deixou de ser e os números continuam a ser impressionantes…
Os principais resultados do inquérito podem ser lidos aqui.

Via The Digital Reader

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