Livros em papel e ebooks: as diferenças na compreensão leitora

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kobo-aura-hdAinda não são muitos os estudos que comparam a compreensão leitora de acordo com o suporte usado na leitura. O jornal brasileiro Folha de S.Paulo faz notícia com alguns desses estudos, cujos resultados podemos considerar um empate técnico.
Um estudo realizado na Noruega, envolvenddo 50 alunos, demonstrou que quem lê em e-readers possui mais dificuldade em relembrar a cronologia dos factos do que quem lê livros em papel.

Um outro estudo, realizado pelo departamento de educação científica do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), que envolveu mais de cem adolescentes com dislexia (dificuldade de leitura e escrita), mostrou, em contrapartida, que a possibilidade de personalização dos e-books pode ajudar pessoas com dificuldade de atenção, melhorando tanto a compreensão leitora como a velocidade de leitura.

5 falsos mitos acerca de ebooks

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Dianna Dilworth, no site site eBookNewser, desmistifica cinco dos preconceitos mais comuns em relação aos ebooks, a saber:

1. Os ebooks não cheiram nem se sentem tão bem como os livros;

2. Os ebooks são caros;

3. Os ebooks não podem ser emprestados;

4. Os ebooks não podem ser requisitados na biblioteca;

5. Os e-readers são difíceis de usar.

É claro que em Portugal há ainda um longo caminho a trilhar para desmistificar o enunciado n.º 4 (ao contrário do que acontece nos EUA, onde mais de 70% das bibliotecas emprestam ebooks), mas os primeiros passos já foram dados.

photo credit: TheCreativePenn via photopin cc

Fãs de ebooks preferem livros em papel para os filhos

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Este é o título de uma reportagem da edição de ontem do jornal The New York Times, que realça a tendência para a resistência do papel em termos de literatura infantil. As vendas de ebooks infantis representam apenas 5% do total de vendas na categoria, ao contrário da literatura para adultos, onde em alguns casos já atinge os 25%.

O artigo levanta algumas questões para debate, nomeadamente as supostas perdas, em termos de promoção da leitura, com a migração da literatura infantil para novos suportes. Alguns comentários dos leitores do artigo também merecem atenção.

Um em cada 4 americanos lê ebooks

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De acordo com um relatório do Book Industry Study Group, cerca de 25 por cento dos americanos já aderiu aos ebooks e cerca de dois terços dos consumidores de ebooks apenas compram livros em formato digital. A ficção continua a dominar o mercado, com especial realce para a ficção científica e o romance.

Via eBookNewser

8% dos franceses já leram um ebook

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Um inquérito da Ipsos/Livres Hebdo realizado junto de 3000 pessoas,  e divulgado hoje no site Ebouquin, revelou que 61% dos franceses já ouviram falar de livros electrónicos e 8% já os leram. Parece-me um bom indicador, tendo em conta o fraco dinamismo do mercado de ebooks em França (apenas 0,5 do mercado total de livros vendidos). Para Portugal, não se conhecem números da venda de ebooks, mas penso que será um número bem inferior aos 8% de França.

O nosso cérebro gosta de ebooks?

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Uma interessante reportagem do The New York Times sobre a forma como o nosso cérebro lida e se adapta à leitura nos dispositivos digitais.
As opiniões de Alan Liu, professor de Inglês, Sandra Aamodt, autora de “Welcome to Your Brain”, Maryanne Wolf, professora de desenvolvimento infantil, David Gelernter, computer scientist, e Gloria Mark, professora de informática.

A ler aqui.

Os idosos e os ebooks

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O Centro Internacional de Tecnologías Avanzadas (CITA) da Fundação Germán Sánchez Ruipérez em Peñaranda de Bracamonte (Salamanca, Espanha) em colaboração com a biblioteca municipal desta localidade, levou a cabo uma investigação sobre os hábitos dos leitores digitais com mais de 55 anos que ajudou a desmontar alguns dos mitos associados às novas tecnologias.

De acordo com os coordenadores do projecto, entre os quais se encontram professores catedráticos de várias universidades espanholas, as pessoas desta idade «apropriam-se sem dificuldades dos modernos dispositivos leitores», e  são receptivos e estão preparados para os livros electrónicos.

Apesar do medo inicial ao enfrentarem pela primeira vez o leitor de ebooks sem  instruções, o habitual é que a aprendizagem se realize sem problemas. Uma vez superadas as primeiras dificuldades, acabam por se familiarizar com o dispositivo electrónico e acham a leitura satisfatória. O estudo evidencia também o papel fundamental que os bibliotecários desempenham neste processo de adaptação e melhor aceitação dos dispositivos electrónicos nas bibliotecas por parte dos mais velhos, uma vez que a tutoria «é fundamental»

O objectivo desta iniciativa da Fundação Germán Sánchez Ruipérez é realizar a primeira etnografia digital de Espanha sobre os hábitos dos leitores digitais sócios de bibliotecas públicas.  Começou pelos maiores de 55 anos («De la piedra al ebook»), seguindo-se os jovens entre 13 e 18 anos  («beatlePAD»), para continuar com crianças  de 9 a 12 («Artistas insólitos»), e de Fevereiro a Maio de 2011, a franja a cobrir é a dos leitores entre 40 e 54 anos.

Via ABC
Imagem: ABC

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