“Malware”, a nova arma contra a pirataria de books?

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small__3321595771A pirataria de ebooks é um dos principais problemas que a indústria editorial enfrenta na sua transição para o digital. Sistemas como o DRM estão longe de cumprir eficazmente o seu papel e são cada vez mais postos em causa tantos pelos leitores, como pelos editores e autores.

Michael Kozlowski anunciou esta semana que a nova arma da indústria editorial americana (onde ebooks representam já praticamente um quarto da faturação total) contra a pirataria de ebooks  poderá ser o malware (palavra proveniente do inglês “malicious software” e que designa um software que, de forma ilícita, se infiltra num sistema de computador alheio, com o intuito de causar algum dano ou roubar de informações).

De acordo com um relatório da Commission on the Theft of American Intellectual Property, citado por Kozlowski, os ebooks adquiridos  virão “equipados”  com malware que deteta quando o livro é pirateado, desencadeando a partir daí uma série de ações que podem incluir impossibilitar o acesso ao ficheiro do ebook ou bloquear o acesso ao computador ou dispositivo de leitura, apresentando simultaneamente instruções sobre como contactar as forças da lei para obter uma chave de desbloqueio. O mesmo relatório avança que esta prática é legal, pelo menos nos EUA, e não viola qualquer lei de utilização da Internet.

Será este o novo DRM para publicações digitais? Os consumidores estarão dispostos a adquirir um produto com software capaz de danificar o seu sistema? E quanto tempo demorará a disponibilização na rede de “vacinas” para este tipo de malware?
photo credit: Sophos D/A/CH Presseinfo via photopin cc

68% dos espanhóis não pagam os livros que obtêm na Internet

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ereader 0211A pirataria de ebooks é hoje de novo notícia  no jornal espanhol El País, que apresenta alguns dados do Barómetro de hábitos de leitura e compra de livros em Espanha 2012, divulgado pela  Federación de Gremios de Editores de Espanha.

Na notícia não é referido se estes números se devem apenas a títulos pirateados ou se incluem também os ebooks de domínio público ou de download gratuito legal. De qualquer forma, fica patente a preocupação com a pirataria de ebooks do responsável pela Federação, problema que representará um prejuízo de 70 milhões de euros por ano.

Confesso que me surpreendem sempre estes números e a relação direta que se estabelece entre a quebra nas receitas e a pirataria. Será que todos os downloads ilegais são feitos por utilizadores que de outro modo comprariam o livro? Será que os atuais sistemas de proteção antipirataria cumprem a sua função?

De acordo com o mesmo estudo referido no El País, o número de leitores de ebooks atinge em Espanha os 11,7% entre los maiores de 14 anos.

Off topic: Este é o milésimo post no Ler Ebooks.

Wikipédia encerrada em protesto contra lei antipirataria

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"Imagine um mundo sem conhecimento livre". A página inglesa da Wikipédia explica a campanha, defendendo uma internet livre.

A versão inglesa da Wikipédia encontra-se hoje, quarta-feira, encerrada em  protesto contra projetos de lei antipirataria  em discussão nos Estados Unidos.

Conhecidos como SOPA e PIPA (iniciais da sua designação oficial – “Stop Online Piracy Act” e “Protect Intellectual Property Act”), os projetos de lei são sobretudo apoiados pelos maiores grupos e empresas dependentes de direitos de autor, como a Motion Picture Association of America, a Recording Industry Association of America, a Sony Pictures Entertainment e a Time Warner, entre outras.  Contra os projetos estão as empresas da Internet como o Facebook, Twitter, Google, Yahoo, LinkedIn, Mozilla, Wikimedia, Zynga, Amazon e eBay e também organizações de direitos humanos, como Repórteres Sem Fronteiras e Human Rights Watch.

Milhares de sites associaram-se ao protesto (o Google americano, por exemplo, apresenta a mensagem  “Diga ao Congresso: por favor, não censure a web”, com um link para assinatura de uma petição contra os projetos de lei), mas a iniciativa mais visível até agora foi esta protagonizado pela Wikipédia, de encerrar o seu site inglês durante 24 horas.

Lembramos que se esta legislação for aprovada, as empresas criadoras de conteúdos podem, com relativa facilidade, obter do tribunal uma ordem  para obrigar os portais ou redes sociais que alojam sites com conteúdo não autorizado a removerem esse conteúdo, e até motores de busca, como o Google, ficam obrigados a não apresentar links para sites fora dos EUA com conteúdos piratas, sob pena de encerramento da página ou até cinco anos de prisão para os prevaricadores.

 

Vídeo contra o SOPA

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Uma viva discussão hoje no Facebook, a propósito  dos direitos de autor, lembrou o debate que decorre atualmente nos Estados Unidos  a propósito do SOPA (Stop Online Piracy Act), um projeto de lei da Câmara dos Representantes dos EUA que amplia os meios legais para que detentores de direitos de autor possam combater o tráfico online de propriedade protegida. (Ver também PIPA.)

De um lado da barricada e a favor da aprovação da lei estão os maiores grupos e empresas dependentes de direitos de autor, como a Motion Picture Association of America, Recording Industry Association of America, Sony Pictures Entertainment, Time Warner, entre outras.
Do outro estão as principais empresas da Internet como o Facebook, Twitter, Google, Yahoo, LinkedIn, Mozilla, Wikimedia, Zynga, Amazon e eBay e também organizações de direitos humanos, como Repórteres Sem Fronteiras e Human Rights Watch e, organizações como a Fight for the Future, que produziu este vídeo:


Com informações da Wikipedia

Espanha aprova lei antipirataria

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O novo governo espanhol, presidido por Mariano Rajoy, aprovou em conselho de ministros na sexta-feira uma nova norma para lutar contra o download de conteúdos digitais protegidos por direitos de autor e que que prevê o encerramento de sites que facilitem a partilha não autorizada de ficheiros. Conhecida como lei Sinde (nome da ex-ministra da cultura espanhola, Ángeles González-Sinde, que foi a primeira a propor a a regulamentação do sector) a norma não foi implementada pelo anterior governo socialista devido a uma forte oposição nas redes sociais. Paralelamente à aprovação da lei, que deverá entrar em vigor em março, foi também anunciado o fim da taxa de direitos digitais, uma taxa adicional imposta aos utilizadores de equipamentos e consumíveis de gravação audiovisual, e que será substituída por outro sistema de compensação.

Via El Mundo

Autora espanhola abandona a escrita como protesto contra a pirataria

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O jornal inglês The Guardian noticia na sua edição online a intenção da romancista espanhola Lucía Etxebarria (Prémio Planeta em 2004) de abandonar a escrita como forma de protesto contra a pirataria de que as suas obras são alvo. Na sua página do Facebook, a autora afirma que há mais exemplares da sua obra pirateados do que vendidos, e face à inépcia das autoridades, Lucía Etxebarria optou por abandonar a escrita e procurar outra profissão.

Quando em Outubro publicou o seu último romance, El contenido del silencio, Etxebarria e a sua editora optaram por publicá-lo apenas em papel e não em ebook, para dificultar a pirataria, mas mesmo assim, de acordo com o The Guardian, é fácil encontrar na Internet cópias ilegais do livro em formato PDF, enquanto as vendas da edição de papel foram decepcionantes.
Espanha ocupa o terceiro lugar do mundo, logo após China e Rússia, em termos de downloads ilegais.

Direitos de autor e futuro do livro em discussão na conferência do PNL

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A V Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura, que se iniciou hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, teve, na parte da tarde, um painel dedicado aos Direitos de autor, temática que estranhamente havia estado ausente nas edições anteriores da conferência, e que aflorou igualmente algumas das questões ligadas ao futuro do livro. O painel teve a participação de Jaime Boulhosa (Livraria Pó dos livros) José Jorge Letria (Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores) e Paulo Teixeira Pinto (Presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e a moderação de Isabel Coutinho, jornalista do Público e autora do blogue Ciberescritas.
Em representação dos autores, José Jorge Letria (JJL) manifestou a sua preocupação face aos desafios que o digital apresenta para o livro, apresentando como exemplo a quebra de 70% nas receitas da indústria musical e a triste realidade de CD de música vendidos hoje ao desbarato. Contudo, JJL reconheceu que em Portugal o ebook ainda está longe de representar um problema (mas até quando?) para a questão da violação dos direitos de autor, sendo que a principal preocupação é com a reprografia não autorizada (e apontou como mau exemplo neste domínio o que se passa nas universidades). É urgente uma ética do ato de ler, salienta JJL, afirmando que a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) vai apresentar ao Ministério da Educação um plano de ação nessa área. Os atrasos com a nova lei da cópia privada e um Estado que parece favorecer mais os utilizadores que os produtores de bens culturais são outras das questões que preocupam os presidente da SPA; contudo, JJL acaba por reconhecer que a principal ameaça para o setor do livro não é a pirataria, mas a degradação das condições de vida de quem compra livros.
Quanto ao futuro do livro, JJL, valendo-se de citações de Roger Chartier e Umberto Eco, vê o digital como apenas um complemento do impresso.
Paulo Teixeira Pinto (PTP), representante dos editores e livreiros, criticou igualmente a permissividade do Estado face à cópia ilegal, um fenómeno do qual se desconhece a sua verdadeira dimensão (PTP anunciou aliás que a associação que dirige encomendou ao ISCTE um estudo sobre a questão da cópia ilegal em Portugal, e cujos resultados serão em breve conhecidos). Sobre o futuro do livro e a natureza do livro digital, PTP interrogou-se sobre se o destino da indústria do livro é o de tornar-se uma indústria de conteúdos, e, tal como JJL, anteviu um futuro em que os suportes físicos e digitais conviverão harmoniosamente.
Jaime Boulhosa foi, nesta questão, o membro do painel que pareceu atento às atuais tendências internacionais no domínio da edição, antevendo que, no espaço de uma ou duas gerações, e exceptuando alguns pequenos nichos de mercado, a transição do impresso para o digital se completará. Como representante de uma pequena livraria, e numa perspetiva mais prática, Boulhosa alertou para as dificuldades com que se debatem as pequenas livrarias face ao incumprimento da lei do preço fixo do livro, nomeadamente aquando da realização das feiras do livro.

O melhor painel do dia, embora com pouco tempo para uma discussão mais aprofundada das temáticas.

Pirataria – a culpa é dos preços altos

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Um relatório do Social Science Research Council sobre pirataria divulgado hoje, denominado Media Piracy in Emerging Economies, e que, como diz o título, se centrou em países de economias emergentes (Brasil, Índia, Rússia, África do Sul, México e Bolívia), chegou à conclusão de que os preços altos estão entre os principais culpados pela pirataria dos media (filmes, música, ebooks, etc.)

Logo na sua introdução, o estudo afirma que  a conjugação de preços altos, baixos salários e tecnologias digitais baratas são o principal ingrediente da pirataria global de media.

Via Folha.com

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