Como o “blackout” de quarta-feira influenciou o Congresso americano na lei antipirataria

Deixe o seu comentário


Esta imagem produzida pelo Propublica demonstra como o “blackout”  da Internet na passada quarta-feira, de que ação mais visível foi o encerramento da Wikipédia por 24 horas, foi determinante no modificação da base de apoio aos projetos de lei SOPA/PIPA por parte dos congressistas norte-americanos, tornando quase certa a não aprovação da lei antipirataria nos EUA, pelo menos nos termos enunciados.

Wikipédia encerrada em protesto contra lei antipirataria

2 Comentários


"Imagine um mundo sem conhecimento livre". A página inglesa da Wikipédia explica a campanha, defendendo uma internet livre.

A versão inglesa da Wikipédia encontra-se hoje, quarta-feira, encerrada em  protesto contra projetos de lei antipirataria  em discussão nos Estados Unidos.

Conhecidos como SOPA e PIPA (iniciais da sua designação oficial – “Stop Online Piracy Act” e “Protect Intellectual Property Act”), os projetos de lei são sobretudo apoiados pelos maiores grupos e empresas dependentes de direitos de autor, como a Motion Picture Association of America, a Recording Industry Association of America, a Sony Pictures Entertainment e a Time Warner, entre outras.  Contra os projetos estão as empresas da Internet como o Facebook, Twitter, Google, Yahoo, LinkedIn, Mozilla, Wikimedia, Zynga, Amazon e eBay e também organizações de direitos humanos, como Repórteres Sem Fronteiras e Human Rights Watch.

Milhares de sites associaram-se ao protesto (o Google americano, por exemplo, apresenta a mensagem  “Diga ao Congresso: por favor, não censure a web”, com um link para assinatura de uma petição contra os projetos de lei), mas a iniciativa mais visível até agora foi esta protagonizado pela Wikipédia, de encerrar o seu site inglês durante 24 horas.

Lembramos que se esta legislação for aprovada, as empresas criadoras de conteúdos podem, com relativa facilidade, obter do tribunal uma ordem  para obrigar os portais ou redes sociais que alojam sites com conteúdo não autorizado a removerem esse conteúdo, e até motores de busca, como o Google, ficam obrigados a não apresentar links para sites fora dos EUA com conteúdos piratas, sob pena de encerramento da página ou até cinco anos de prisão para os prevaricadores.

 

Vídeo contra o SOPA

Deixe o seu comentário


Uma viva discussão hoje no Facebook, a propósito  dos direitos de autor, lembrou o debate que decorre atualmente nos Estados Unidos  a propósito do SOPA (Stop Online Piracy Act), um projeto de lei da Câmara dos Representantes dos EUA que amplia os meios legais para que detentores de direitos de autor possam combater o tráfico online de propriedade protegida. (Ver também PIPA.)

De um lado da barricada e a favor da aprovação da lei estão os maiores grupos e empresas dependentes de direitos de autor, como a Motion Picture Association of America, Recording Industry Association of America, Sony Pictures Entertainment, Time Warner, entre outras.
Do outro estão as principais empresas da Internet como o Facebook, Twitter, Google, Yahoo, LinkedIn, Mozilla, Wikimedia, Zynga, Amazon e eBay e também organizações de direitos humanos, como Repórteres Sem Fronteiras e Human Rights Watch e, organizações como a Fight for the Future, que produziu este vídeo:


Com informações da Wikipedia

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.915 outros seguidores